sexta-feira, maio 25, 2007

Water Polo e o marketing

O post anterior da academia que está ganhando dinheiro vendedo Polo Aquático apenas como uma atividade lúdica, somado ao comentário do amigo Emir de que o Tijuca aumentou em 140% o preço da escolinha de Polo Aquático (acredito que os atletas não paguem nada) para os associados, evidenciam mais uma vez como está tudo errado. O Polo Aquático não tem que ser oferecido como favor, tem que ser entendido como uma atividade que dará retorno desde que trabalhada com um mínimo de competência, ou então é melhor desistir.

Nos anos 80 eu adorava ouvir repetidas vezes como o Zsabo quebrava traves com seus chutes, ou arremessava a bola da piscina ao campo de futebol do Fluminense ou do Guanabara ao Botafogo. Se isso era verdade não sei, mas esse é o charme de todo folclore. Também adorava assistir ao comercial de TV da Kolynos de um jogo na praia que passava o tempo todo.

O que quero dizer é que, com planejamento, você atinge o imaginário popular, seja com um investimeto grande, seja no velho boca-a-boca. Tudo bem que a CBDA realize a Taça Brasil numa piscina em obras, promova eventos fantasma em diversos estados brasileiros existentes apenas no calendário oficial, e que não tenha sequer um assessor de imprensa pra divulgar um evento como o Troféu Basil, ano passado, com alguns dos melhores jogadores do mundo. De fato fica difícil acreditar em algo como um planejamento mínimo de marketing.

Mesmo assim seguem abaixo dois exemplos de vídeos virais utilizando esportes de ação com fins exclusivamente comerciais, se apropriando do que esses esportes têm de mais legal. No segundo caso é a Quicksilver, empresa bem focada em surf. No primeiro é o Sprite Zero, uma marca que, como tantas outras, quer agregar valor criando um link de sua marca com esportes de alto rendimento, como bem poderia ser com o polo aquático.

Claro que não cabe à CBDA nem aos clubes fazer vídeos como esse. Cabe a eles motivar a base da prática de esporte, com atividades lúdicas, clínicas, escolinhas, e fazer do Polo Aquático um esporte mais conhecido, mesmo que sem nenhum aprofundamento, para torná-lo cada vez mais, aos poucos, viável e interessante comercialmente. Ou alguém acredita que seja mais divertido para um leigo assistir a uma competição de natação ou a um jogo de golfe, por exemplo, do que a uma partida de polo aquático?



3 Comments:

Blogger Hélcio Brasileiro said...

passaram uns erros de revisão. como editar no blogger posts com vídeos do youtube é meio chato, ficarei nas desculpas.
abs

25 maio, 2007  
Anonymous Anônimo said...

Allemander disse...

Caro Hélcio

Você está com toda a razão, o caminho para a evolução do polo aquático tem que ser expandindo a base, inicialmente como diversão para todos crianças, jovens, adultos e velhos. A bola dentro d'água tem tudo a ver com o Brasil. Assim, o polo aquático ainda de forma rudimentar (em piscina rasa, com balisas improvisadas e regras bastante flexível se tornaria conhecido e uma grande atração para campanhas de marketing.
Somente com uma nova mentalidade, o nosso esporte alcançará o estágio de difusão e o sucesso do volei de quadra que por ter flexibilizado suas regras (duplas na areia) viu surgir grandes atletas nas quadras e se consagrou como um novo esporte olímpico.

25 maio, 2007  
Blogger Emir said...

Hélcio, bom dia! Acho que não me fiz entender. Não foi o preço da mensalidade da escolinha que aumentou 140%, foi o valor da mensalidade paga pelos atletas, isso mesmo, ATLETAS do TTC pagam para jogar pólo, que não são sócios do clube. Eles pagavam R$25,00 por mês e terão que pagar R$60,00 a partir de junho. Os associados passaram a pagar R$35,00.

26 maio, 2007  

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